Resenhoteca – opinião cultural

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Bom, já que faz muito tempo que ninguém posta por aqui, vou mudar um pouco a situação.
Quem já viu “Up”, o último longa da Disney? Para quem nunca ouviu falar e para quem apenas quer ver de novo, segue o trailler.

A princípio parece apenas uma história bobinha sobre um menino que quer ajudar um velho rabugento. Mas é muito mais que isso, traz grandes lições de vida além de uma história muito interessante sobre uma casa que voa com ajuda de balões de gás hélio, um jovem escoteiro, um velho solitário, um cachorro que fala e uma ave gigante.

Quando achamos que não há nada novo que inventar, nos surpreendemos com a imaginação das pessoas.

Acho que não vou falar mais nada para não ser “estraga prazeres”. Só uma última coisinha: vale a pena!!! Principalmente para quem gosta de animações e Disney!

Depois de verem, passem por aqui e comentem!

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Como ninguém é apenas intelectual, decidi postar sobre um filme bastante “não-cult”. “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” (Confessions Of a Shopaholic, EUA, 2009) foi a escolha da vez. Quem sabe assim nosso blog faça mais sucesso!!! Claro que assisti ao filme pois mamãe fez uma assinatura ótima na Blockbuster em que posso pegar três filmes por vez (sem prazo de entrega) pagando um preço razoável, sem contar que leva e traz [quer mais que isso?]. Merchans à parte, acredito que assistiria ao filme de qualquer forma, pois gosto de ver coisas que me divirtam e que não me faça pensar (só de vez em quando).

Bom, vamos ao filme:
Rebecca Bloomwood (Isla Fisher) é um jornalista que sonha em trabalhar numa revista de moda e para isso consegue um emprego como jornalista econômica numa revista da mesma editora. Mas com um único problema, além de não entender nada sobre economia, ela mesma tem grandes problemas em controlar-se perante uma vitrine. Afundada em dívidas, Rebecca acaba por se tornar contraditória, mas ao mesmo tempo faz com que os leitores entendam mais sobre economia.


Um filme ótimo para a sessão da tarde: diverte e ainda traz uma lição de moral (ou de como viver numa sociedade consumista). Entretanto, fiquei intrigada com duas coisas: o título, pois em nenhum momento do filme Rebecca Blomwood é chamada de Becky Bloom, ao contrário, este nome foi descartado na escolha por seu nome artístico; e, será que todas as editoras-chefe de moda são terríveis?
Uma última informação: também é um filme baseado no livro de mesmo nome da escritora Sophie Kinsella. Mas sobre isso, nada tenho a dizer, por enquanto, pois não o li.

Já que estamos de férias vou postar aqui uma resenha escrita ano passado (2ºJOs não copiar!!!!) na matéria do querido prof Fuser.

Uma bela lição de jornalismo

As reportagens do jornalista Zuenir Ventura sobre o assassinato do seringueiro Chico Mendes foram publicadas no livro Chico Mendes – Crime e Castigo. Dividido em três partes de acordo com as suas viagens ao Acre: o crime, a primeira viagem em março de 1989 após a morte (dezembro/1988), o castigo, dois anos depois, e quinze anos depois, para ver como estava a cidade de Xapuri, onde morava o seringueiro, um tempo depois do assassinato do grande líder seringalista.
Para um jornal cobrir um fato que já havia acontecido, só mandando seu melhor jornalista. E nisso acertou o Jornal do Brasil mandando Zuenir Ventura, que também apesar dos mais de trinta anos de carreira aceitou com a maior humildade e encarou como se fosse um principiante, mas é claro que não era. Com uma apuração impecável, Ventura procurou “mostrar todos os lados de uma história que, no fundo, tinha um lado só”, como disse Marcos Sá Corrêa no posfácio do livro.
A isenção não está presente como deveria estar no jornalismo, mas onde há isenção no jornalismo? Aprendemos durante quatro anos que temos que ser isentos, imparciais, mas são coisas que praticamente não vemos no jornalismo de ultimamente. E, como não tomar partido num caso desses em que não é tão claro quem foi o assassino, mas o motivo de sua morte é óbvio. Entretanto, Ventura mergulhou tão profundamente em suas entrevistas e apurações que não como se emocionar com alguns personagens. E a emoção foi tanta que o jornalista “adotou” o menino Genésio, a grande testemunha do caso, só não sei se foi por afeição ou por proteção. Gosto de acreditar que foi pelos dois.
Além de uma lição de jornalismo, o autor se aproxima do leitor tanto no formato da escrita, que é próxima sem ser informal, como em seu conteúdo. Junto com as reportagens estão alguns relatos do cotidiano de Ventura, como quando estava no meio do mato e contou: “Com fobia doentia de cobra, a ponto de não poder vê-las nem em foto, procuro controlar meu pânico enquanto vou ouvindo as lições de Nilson, que pareciam todas voltadas a mim.”
A descrição também é de se invejar. Ventura consegue situar tão bem o leitor que quase ouço os zunidos dos milhares de mosquitos acreanos. Sinceramente, quando lia algo sobre mosquitos tive uma certa aflição, porque assim como o autor tenho certa repugnância, além de alergias. Levando-nos ao exato local e período em que esteve em Xapuri, Acre, imaginamos os personagens apenas pelas palavras – “A sua magreza lembrava um galho seco a que se tivesse enrolado uma folha de pelo curtida pelo sol que mal cobria o esqueleto. (…) Era uma lagartixa ereta, se esse bicho não fosse inofensivo.” ao descrever o velho Darly Alves no presídio de Rio Branco. Ao vê-los em filmes, na televisão, em fotos descobrimos que o que foi lido não poderia ser melhor descrito.
Após a leitura, até dá uma vontade de ir ao Acre ver como estão todas as reservas extrativistas, o Projeto Seringueiro de Chico Mendes, o Comitê Chico Mendes, ver o que foi feito vinte anos depois da morte do grande líder dos seringueiros. Mas parece que no Brasil não foi feito muito. Em fevereiro do próximo ano fará quatro anos do assassinato da missionária Dorothy Stang, que morreu com um ideal parecido com o de Chico Mendes. O livro nos dá uma esperança, mas os noticiários não.
Fico imaginando como seria ter lido as reportagens na época em que saíram no jornal. Algo como um saudosismo dos tempos de folhetim, quando as senhorinhas que liam as grandes literaturas que vinham aos capítulos nos jornais. Como seria emocionante ler uma reportagem a cada dia. O que vai acontecer amanhã? Mais emocionante seriam mais reportagens como essas nos jornais diários.

São tantas as reflexões sobre uma possível reforma na Lei Rouanet, que a princípio era uma forma de fomentar a cultura, mas aqueles que tem menos chance de conseguir um patrocínio. Mas parece que não é bem assim… Li o texto abaixo e achei interessante, como uma forma de reflexão sobre como é usado o dinheiro público.

Garota é uma lição para Ivete Sangalo

Giulia Olsson tem 14 anos e estuda no ensino médio na Flórida. Nos últimos meses, ela vendeu limonada na rua, lavou carros, disparou e-mail por várias partes do mundo para arrecadar dinheiro destinado à orquestra sinfônica de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. Conseguiu levantar R$ 30 mil.

Giulia está, nesse momento, ensinando violino para as crianças da sinfônica e vai se apresentar na Sala São Paulo — a história detalhada está no http://www.catracalivre.com.br.

É uma lição para celebridades como Ivete Sangalo e Caetano Veloso, entre outras celebridades brasileiras, que vem conseguindo dinheiro público para seus shows. Uma das justificativas dadas pelo Ministério da Cultura para aprovar a concessão do benefício à turnê de Caetano Veloso (um benefício totalmente dentro da lei, diga-se), é que Ivete Sangalo, montada nos seus milhões de reais, com plateias cheias, também ganhou –assim como Maria Bethânia.

Todas essas celebridades fariam melhor a elas mesmas e ao país se, como Giulia, pelo menos compartilhassem suas experiências com estudantes.

Enquanto uma menina de classe média se empenha em ajudar uma comunidade, transformando dinheiro privado em ação pública, a Lei Rouanet tem permitido o contrário –dinheiro público voltado a interesses privados.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha.

A mistura da canela com a movimentação da bailarina

A mistura da canela com a movimentação da bailarina

Como prometido, um post sobre dança!
No começo do mês, o Balé da Cidade de São Paulo se apresentou em sua casa após turnê pela Europa. Com La Valse, Fragil, LAC e Canela Fina. E em 15 de julho, poderemos prestigiar novamente a companhia no Panorama Sesi de Dança, com La Valse e Canela Fina.
Deixando as promoções de lado, venho aqui falar sobre o espetáculo Canela Fina que assisti ano passado em sua estreia. É uma verdadeira mistura de sensações, a começar pelo oufato, não apenas chama Canela Fina, como também a canela é espalhada por todo o palco fazendo desenhos no chão junto com a movimentação dos bailarinos.

Algo que pode incomodar é o cheiro da canela que pode causar alergia em alguns espectadores, mas vale a pena pela experiência de ver mais um trabalho do Balé da Cidade, que poucas vezes deixa a desejar.

No começo do ano assisti ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Me interessei pelo trailer e, é claro, pelo Brad Pitt. O filme é muito bom, bem feito e bem interessante. Se passa no final da Guerra Civil Americana, se não me falha a memória e traça bem o período vigente – pelo vestuário, cultura, sotaque etc. E a princípio achei que, diferente da maioria dos filmes que são baseados em livros, o filme foi muito bem feito e não teria como ser ruim.

Esses últimos dias, resolvi ler o conto que deu origem ao filme, de F. Scott Fitzgerald. Fiquei realmente espantada! O conto é MUITO diferente do filme. As únicas semelhanças são: o bebê que nasce velho e rejuvenesce e os nomes dos personagens. De resto….. nadinha!

Mas podemos tirar uma boa conclusão disto tudo: o conto e o filme são ótimos e valem a pena ser lidos e assistidos. Mas não gerem expectativa sobre um nem outro.

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Olá, leitores!!!!

Eu e Camilla tentaremos fazer um blog com nossas opiniões sobre cinema, teatro, dança, música e tudo o mais que venha a ser cultura da atualidade ou que ultimamente decidimos ler ou assistir.
E como prováveis novas jornalistas no mercado, temos que estar atualizadas a qualquer tipo de cultura, do mais popularesco, passando pelo pop (que assumimos gostar) até o mais cult (que estamos tentando tornar parte do nossas vidas).
Bom, é isso aí! Espero sucesso e que não seja mais um blog no ar…